Esta semana foi extremamente rica de acontecimentos:
1º Um amigo de longa data que trabalha comigo na Indra Portugal, anunciou-me que vai sair. Disse-me que vai à procura da felicidade total. Que adora os projetos da Indra, que não sai por motivo nenhum especial mas apenas porque não sabe se a Indra tem ou terá exactamente aquilo que ele precisa e anseia. Acredito nele. Já o conheço há muito e sei que é um desassossegado por natureza. Foi sempre um ótimo profissional mas nunca teve a certeza de que aquilo que fazia seria exatamente aquilo que precisava, que o faria mais feliz e ganhar mais dinheiro. Não que ele, ou eu, acreditemos que o dinheiro seja o mais relevante. Será apenas uma consequência de sermos felizes, profissionais e muito, muito competentes. Exatamente por esta ordem.
2º O projeto onde estou neste momento, entrou numa fase decisiva. Tomamos decisões muito importantes que terão influência na verdadeira natureza do produto que estamos a construir. Estamos todos muito entusiasmados.
3º Um outro grande projeto da Indra que acompanho à distância teve a decisão de GO LIVE da versão 3 para este fim de semana.
Mas voltando ao meu amigo. A conversa com ele fez-me refletir sobre mim próprio e o meu trabalho. Serei eu feliz no trabalho que faço todos os dias? Estarei eu no local certo? Não tenho dúvidas na resposta. É claramente um Sim.
A Indra em Portugal não é uma empresa muito grande, pouco mais de 400 pessoas. Em todo o mundo somos cerca de 30 000. Mas, não tendo ainda uma dimensão grande em Portugal, ou pelo menos comparável com a casa mãe em Espanha, deve ser a consultora que mais projetos interessantes tem no seu portfolio para aqueles que, como eu, se intitulam e que querem fazer carreira como engenheiros de software:
- Desenvolvemos e somos proprietários de um dos ERPs mais conhecidos do mercado Português. O GIAF.
- Fizemos o projeto Cartão do Cidadão (estava cá ainda há pouco tempo quando foi para produção)
- Estamos a desenvolver (a versão 3 vai para produção este fim de semana, como eu disse atrás) um dos maiores projetos a decorrer em Portugal na área de Telecomunicações. Dezenas de engenheiros, orçamento de vários milhões de euros. E como? Recorrendo às mais modernas técnicas na área de Engenharia de Software: MDA / MDD (Model Driven Architecture / Devolopement), DSL, Continuous Integration, Functional Test Automation e ainda com técnicas Agile/Scrum para gestão do mesmo.
- Estamos a modernizar, com uma nova versão de software, os Portos nacionais. E como é feito este software? …. pois, adivinharam. Embora a stack tecnológica seja completamente diferente, este é ambiente JAVA o anterior é Microsoft, usamos exatamente as mesmas técnicas de desenvolvimento: MDA, MDD , DSL etc.
- Iniciamos há pouco, outro projeto com orçamente superior a 2M€ numa das áreas mais promissoras do mercado B2B atual. A área de Strategic Sourcing. Estamos a realizar uma nova plataforma de software para a empresa líder deste segmento em Portugal com ambições de vir a ser líder mundial. E voltamos a usar, cada vez de forma mais refinada, as técnicas que falei atrás.
- Assinamos a semana passada um contrato para um projeto na área da Banca de valor superior a 3M€.
- E ainda muitos mais, com orçamentos superiores a 1M€. Uns já em fase de manutenção outros ainda em desenvolvimento.
A juntar a este conjunto de projetos existe uma carreira especialmente concebida para Engenheiros de Software.
Na Indra, os Engenheiros de Sofware que adoram programar e fazer software de raiz (só os verdadeiros percebem o gozo que dá construir algo a partir do zero) não precisam deixar de o fazer para crescerem na carreira. Na Indra o topo da carreira não é ser Gestor de Projeto. Claro que também pode, mas isso é outra carreira ao lado. Na Indra, o Engenheiro de Software, será depois Arquitecto e depois Arquitecto Sénior e depois … bem, depois será aquilo que quiser e puder. Nessa fase já não contará apenas as suas qualidades técnicas.
Perguntam agora. Mas é só felicidade? Tudo corre sempre bem? Claro que não. Mas qual é a empresa que não tem chatices e problemas? Todas têm! O segredo é escolher aquela onde os problemas não afectem o mais importante. E o mais importante é sempre a felicidade e o gozo de fazer aquilo que se gosta e para o qual se tem talento.
Boa sorte Pedro. Vou ter saudades, tenho pena que vás, mas estarei a torcer por ti.
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